Politicas de Negócios

Informações para Reservas

Sua experiência no Destino Parecis começa pelo contato certo. As reservas são feitas por meio de agências parceiras, que atuam em conjunto com as comunidades locais para oferecer informações completas, orientar sua escolha e garantir que cada visita aconteça de forma responsável, segura e alinhada aos valores do etnoturismo.

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O turismo nas Aldeias

O turismo se iniciou por volta de 2010 quando a Aldeia Wazare idealizou o turismo como um viés de melhoria da qualidade de vida da sua comunidade, passando a prospectar seus anseios em um lugar de natureza preservada e à luz da sabedoria dos anciões guardiões da história e cultura do povo Haliti-Paresi.


A partir desse modelo sustentável se inspiraram as outras 7 aldeias que hoje formam o Destino Parecis Etno & Ecoturismo, todas entregando vivências culturais e experiências na natureza, cada qual com sua peculiaridade e encantamento.


Hoje são 8 aldeias situadas em 4 regiões do território que favorecem a logística de roteiros:

  1) Aldeias Wazare, Salto da Mulher e Rio Sacre.

  2) Aldeias Quatro Cachoeiras e Chapada Azul.

  3) Aldeias Salto Belo – Salto Belo e Otyahaliti – Salto Utiariti.

  4) Aldeia Ponte de Pedra.


Com programações que incluem pernoite em camping nas comunidades ou retorno para dormir nos hotéis das cidades, as 8 aldeias ampliam a cada tempo suas entregas turísticas gerando cada vez mais oportunidades para que sua população indígena permaneça no seu território vivendo com melhor qualidade de vida através da economia do turismo.

Dados Relevantes

As 8 aldeias possuem anuência da Funai para oferecerem ecoturismo e Etnoturismo nas aldeias, de acordo com a IN nº 3/2015.

A operação nas aldeias atendem normas técnicas de segurança.

A aldeia Wazare recebeu em 2024 a Menção Honrosa Braztoa de Sustentabilidade.

Sobre a Etnia Haliti-Paresi

De acordo com a cosmogonia Haliti Paresi, a humanidade surgiu, quando um grupo de irmãos saíram do rochedo onde viviam por meio uma fenda aberta por TOA - KAIHYORE- ENOHARETSE, ENORE (o criador e deus do raio) no local denominado KINYOHALITI HIKYONEAKOTA HAKANOKOAH - ARENAE KAKWA (a Ponte de Pedra), uma formação natural existente no Rio “Sucuriu winya”, afluente do rio Arinos (PANIAGO, 2022). Assim o mundo externo foi descoberto; rios, animais, árvores e lugares, já existentes, mas tudo ainda sem nome.


Com a saída do povo de Wazare da fenda, saíram também os povos de seus irmãos (Kamazo, Zaolore, Kono, Tahoe, Kamaihiye, Zakalo, Nare e Zaloya) e outros povos, inclusive o povo de “Koitihyore” (avós dos não índios; hoje chamados de “mahalitihyarenae-imuti”). Sendo o irmão mais velho, Wazare, então deu nome a todas as coisas e orientou a saída dos demais; subdividindo seus irmãos pelas cabeceiras dos diversos rios da região, e assim, definindo territórios (MATTA et al., 2019).


Os irmãos exibiam uma forma antropomórfica. Eram peludos, com caudas, dentes compridos e membranas entre os dedos dos pés e mãos. A partir de vários acontecimentos e com auxílio de animais como a cutia, mutuca e a formiga, gradativamente seus corpos foram sendo modificados até que atingiram a forma humana, assim, os tornando aptos para relações sexuais e procriação. Então, Wazare e seus irmãos se casaram com as filhas de “Atyahitsonero” (rei das árvores).

O Bioma

Na área de transição entre o Cerrado e a Amazônica, suas aldeias se espalharam desde o Rio Arinos e as cabeceiras do Rio Paraguai até as cabeceiras dos rios Guaporé e Juruena (médio-norte de Mato Grosso). Seu limite norte se estende até o encontro do Rio Sacre com o Papagaio e sul até as cabeceiras da bacia do Paraguai.